sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

FELIZ ANO NOVO

















Um ano inteiro se esvai
Pela ponta dos meus dedos
Não vou deixar que termine
Sem ofertar um desejo
Que esse ano que entra

Nos traga paz e alegrias
Amor, sustento, esperança

Derrame-se todos os dias
Que a alma se faça criança
Ao se encantar com a vida
Que sigamos todos juntos

Nos dando força e acolhida
Nos escritos e leituras
Doemos sempre o melhor
Com a força dos sentimentos

A encaminhar a razão
Para que se realize

A justa aspiração:
Um mundo melhor pra todos
É o desejo dos poetas
Que sigamos escrevendo
Poetizando nossas metas
Nesse ano que termina
Com seus bons e maus momentos
O que importa é o dom do amor
A recordar alianças
Reacendendo a chama
De um mundo mais colorido
Onde todos se respeitem

Nas letras, contos e cantos
E o amor seja infinito

No ano que vem entrando!
FELIZ ANO NOVO!!!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Grande Final


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Hoje, terás em mim
Tudo aquilo que procuro
De mais singelo em ti
De mais humano e absorvente
Hoje, serei a tua carne
Teu amor
Teu sublime desejo
No teu mais ardente anseio
Serei,
Com o meu mais doce louvor
Hoje, te envolverei os nervos
Com o torpor do meu amor
Farei florir o meu sentir
Em cada poro da tua pele
Quando eu te beijar o corpo
De olhos fechados
Como se fosses um sonho...
E entrelaçarei os braços
No teu mais profundo eu
Captarei os teus segredos
Serei a tua fantasia
Abrirei todas as portas
Te ensinarei meus caminhos
E estarei
De carne e coração
À espera...
Hoje, inventarei contigo
Os mais loucos momentos de paixão
No meu corpo te trarei o sol
Com toda a tua sede de reavivar a luz
Te encantarei nos meus carinhos
Prolongarei a tua calma
Serei, mais que infinita
A tua alegria.

E ao madrugar na aurora do desenlace
De um longo abraço
Tão doce como o mel
Da tua boca cheia de luares
Tua mente aberta
Vazia de pensares
Serei enfim o teu grande final

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Céu Aberto
















Esse é o momento 
Da grande viagem
Dentro de si mesmo
O Universo habita em si
É missão sagrada
Desvelar a própria natureza
Louvar as mensagens
Que proveem do templo interior

Beber a verdade nessa fonte
É como um oásis no deserto
É como um parto a céu aberto
Nascer em espírito pra vida eterna!

Esse é o dever de ser capaz
Com permissão para ser feliz
Reaprender a devoção
À obra sagrada da Criação
Pela evolução!

Pela união da humanidade
Em prol do amor
A favor da paz
Por amor a Deus
Pelo despertar
A arte de viver
Num céu aberto!
(ouça em áudio no meu site!)



domingo, 26 de dezembro de 2010

Compaixão
















Amor sem alarde.
Ainda que o sugar impune
Lhe sangre o seio
E contraia as entranhas
Reza lágrimas ocultas
E persiste,
Até que a dor se cure...

Amor sem alarde.
Ainda que o retrato da miséria
Seja o auto-retrato
Que oferece do avesso
Em sacrifício ao altar 
Do mundo que o profana

Reza lágrimas ocultas
E persiste,
Porque a dor se cura...

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Eu matei o Messias!

Eu matei o Messias!
Oh, meu Deus, como pude?
Como pude esquecer a aliança de seu nascimento, com o frescor do início cheio de promessas, e ainda assim corrompê-lo, deixando de regar as flores desse amor em meu coração, até que murchassem?
Como pude vê-lo nascer, inocente em tenras carnes, como os próprios filhos que pari das entranhas, e não me rejubilar em êxtase com o milagre da vida?
Como pude assistir exalar de sua aura de luz tamanha bondade, a curar os doentes, seus corpos, suas almas, e não me deixar curar definitivamente no meu ceticismo e na minha falta de fé?
Como presenciar seus sermões cintilantes de amor, emocionando-me até as lágrimas com as pérolas que lhe saíam dos lábios, e ainda assim, não praticar nenhum de seus ensinamentos?
Sim, eu matei o Messias!
Matei-o com a ignorância dos ímpios e a amargura dos infelizes. Matei-o por não acreditar na importância da vida que recebi do Criador, no elo inquebrantável que me liga a tudo e a todos...matei-o porque fui incapaz de olhar nos olhos de cada um e ver Deus como ele via...pois que não via a divindade que vive em mim...
E agora? O que faço com o que passou? O que faço com o que virá? O que faço com os inomináveis erros que me prendem a culpa, ao fracasso, a depressão, a menos valia?
Não será essa postura a entrega de fato à morte, a negação, ao erro?
Reflito...
Penso que sim.
Penso que já estou cansada desse caminhar errante, em vã rebeldia pelas minhas próprias incompetências...meu desamor.
Quero agora, crer nesse infinito amor...quero agora, aceitar esse presente e deixá-lo renovar-se em meu coração que se abre aos pouquinhos, um pouco mais humilde, um pouco mais consciente
de algo tão maior do que eu...tão incompreensívelmente atávico e sagrado, inalcançavel ...mas só se não me desprendo de tantos laços e véus...
E ainda assim vislumbro...e só o que quero é ser poeta...ser um nada...leve brisa a entoar baixinho um som em sua glória...um singelo cantarolar a esse Messias que eu matei e que permite que eu me perdoe, simplesmente...
Permito-me agora, emocionar-me novamente com suas parábolas cheias de encanto...de olhos fechados... imaginar que eu possa beijar seus pés que sabem por onde andam...enquanto eu nada sei...e ouso dizer que tanto o amo...
E ouso sonhar e acreditar nos meus sonhos. Sonhar na vitória do amor porque a coroa ao Bem pertence. Ouso, num tremendo esforço de resgate da inocência perdida, acreditar que ela não esteja perdida definitivamente e que no mais profundo fundo de nós mesmos, somos todos crianças puras com direito ao Paraíso...
Acredito, mais do que isso, confio...mais ainda, SEI, que ele é a mais pura personificação do Amor Maior, da Luz Solar, da Salvação de toda a humanidade, esquecida que está da vida espiritual, que é a Verdadeira Vida...
Sei!
Do humano em nós que ele representa.
Que ele é.
Aqui e agora e nesse dia de Natal e sempre...
Que renasça o amor em nossos corações e que recebamos sem temor, as suas poderosas bençãos de renovação!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL!
















N ada há no mundo como o sentimento do Natal
A mor encarnado na Terra em sacrifício devocional
T odos somos pequeninos diante do amor paternal
A vidos por beber seu verbo, almejamos o alento
L iberdade, imploramos, dos grilhões do sofrimento


É
  notável a esperança no amor e renascimento

V alores sublimes ressurgem
do âmago de nosso ser
 I
ntimo anseio da alma, por claridade e saber
D erramam-se do lar divino, gotas de iniciação
A verdadeira missão brota em cada coração!


H ierarquias universais formam torcida no céu
 I
  rmanados receberemos a iniciação sem o véu 

N o nascimento do Cristo, eterno menino galante 
O sol maior do perdão brilhará no eterno instante


E terno e paciente amor, desde sempre nos espera


G aláxias milenares o proclamam

L eal governador do universo solar
Ó verdadeiro ser do amor, a sua luz faz jorrar
R osas misteriosas que desabrocham ao luar
 I  nfinitamente festejemos o Grande Mestre,

A mor, paz e renovação, até sempre!

sábado, 18 de dezembro de 2010

Ode ao amor















E ainda que o amor deixe a desejar
Quando não se faça intenso, louco
E absoluto,
E ainda que desencante,
ao ferir o coração, os sonhos
e as entranhas
E que transborde d'alma
Naufragando tudo o que existe além de si
Sobre a Terra...
Ainda assim,
Que não se preparem teses
que resolvam, controlem e esgotem
O fenômeno do amor.
Mas que seja sempre
Indefinível alento
Que chega de improviso
Surpreendendo a sapiência
dos homens e dos deuses
Como um rio que dança pelas veias
O seu alucinado movimento cósmico.
E que o amor seja ainda,
O maior argumento do poeta
Obstinado na expansão
da consciência,
E em estancar o sangue
Das angústias espirituais
Que seja o instrumento de revanche
contra a hipocrisia
e as misérias do mundo
Pela liberdade e auto-expressão.
Intransponível pela razão,
a matemática e a lógica
E inacessível pela compreensão,
a vontade e a lei.
Incontrolável como as rédeas
do karma,
que galopa na crina da aurora
E as lavas de um vulcão
Em ebulição.
Para que o amor nos ensine
Sempre,
A sermos mágicos, poetas
e felizes...
A cada nova investida,
A cada declinação da natureza
E da sexualidade
Entre o paraíso e o inferno
de ser...

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Paciência

















A ciência da paz
No silêncio se faz
Desvendar uma alma
Exige atenção e calma
Se sacar a espada
A guerra jamais acaba
Mas se a vontade é brigar
Apenas uma lágrima de sangue
Pode minar o amor
E contaminar o mar...

Bem querer


















O bem querer é um tesouro
É como uma emoção dourada
Que reluz qual ouro em nosso coração
O bem querer é uma vontade boa
Sensação de alma iluminada
A cantar o amor qual rouxinol
Esse bem querer nos ama tanto
E em nós derrama a bondade
Que desvela a nossa humanidade
Faz desabrochar o amor maior
Bálsamo que cura as feridas
Alivia as dores mais aflitas
Sopra a esperança,dança a gratidão
Quando nessa sintonia entramos
Não há maldade que nos faça dano
Pois vive o próprio sol em nosso coração!

sábado, 11 de dezembro de 2010

Sinuosa Esperança

 
Insinua-se uma esperança
Que vem vestida de cores
Oferecer seus pendores
Para a luz de um novo dia
Como um raio de sol
Ela adentra em seu recanto
Traz o hálito do vento
Um frescor de maresia
Plasmando a heresia
De sair do sofrimento
E reinventar o  teu dia
Impune e sem tormento

Ela pede, quase implora
Pela lei que não vigora
De ser feliz, simplesmente
E insiste, atrevida
Que você lhe dê guarida
Pra uma viagem de sonho
Quer te levar de carona
Pra uma nova dimensão
Nem que seja um só momento
Passear no firmamento
Do seu próprio coração...

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Se fosse possível...


 


















Se fosse possível dançar a poesia
Acima das nuvens ela pairaria
Quem ouve estrelas reconheceria
a melodia...

Se só no amor enxergam-se as asas,
as veria de ouro, ainda que fossem
no oculto tesouro, poeira de prata...

A simplicidade seria flagrada
Magnânima e alta
tal qual é a lua
que a tudo observa
sem dizer nada...

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Mistérios
















Beijo do orvalho no corpo dela
Abre-se em gozo,radiante e bela!
Róseos lábios, pétalas de névoa
Quem a colherá em seu leito de relva?

Que fascínio esconde em sua inocência
Que desperta aos poucos nossa consciência?
Haverá também em nossa natureza,
Um fazer-se humilde com tanta nobreza?

Será que nos sonhos talvez alcancemos
Essa sutileza que na vida vemos
E não nos atemos por apego à dor?

Quem sabe a morte irá nos recordar
Que a vida é ponte para celebrar
A sagrada e exímia perfeição do amor...

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Êxtase














 

Quisera mergulhar em total liberdade
Lograr escapar da animalidade
Sair do meu corpo e desse sexo quente
Voar pra outros céus mais amplos, silentes...

Quisera desbravar com coragem o amor
Buscar entendê-lo na dimensão que for
Lançar para o cosmos a paixão que queima
Untar minha alma na paz derradeira...


Quisera sentir o aroma dos tempos
No hálito dos anjos depositar o beijo
No corpo de Deus me aninhar docemente
Com a devoção incauta dos inocentes...

Quisera demais, mais que impunemente
Tocar o infinito com unhas e dentes
Lamber nuvens alvas, carícias de algodão
E só depois do gozo voltar para o chão...

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Meu maior querer

 
Meu maior querer é o teu sorriso
Ver teus olhos contentes com a vida
Te soprar na alma a confiança plena
Saber que conservas a mente serena


Meu maior querer é habitar teu mundo
Alegrar teus dias com a minha presença
Te fazer lembrar que o amor é inocência
E que a gente é bem maior do que se pensa 


Meu maior querer é  a tua felicidade
Em verdade é o que mais necessito

Te envolver num abraço infinito
Dar de presente esse amor bonito

Se


 
Se me sinto um fruto doce
Ofereço meu sabor
Se ao contrário, me amargo
Envelheço até que morra
E renasça esse frescor

Se me sinto exuberante,

posso me sentir assim
Se sou pequena ou gigante
O mundo cabe em mim

O que me vem, não constrange

Abre-se em páginas férteis
E se acaso advém a febre
No fogo me inicio

No risco arrisco um traço

No caminho estreito eu passo
Se aprendo do universo
Distribuo o que recebo

E se comigo me alegro

e me animo a crescer
Sai de mim o melhor canto
e a gratidão por viver!