sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

FELIZ ANO NOVO

















Um ano inteiro se esvai
Pela ponta dos meus dedos
Não vou deixar que termine
Sem ofertar um desejo
Que esse ano que entra

Nos traga paz e alegrias
Amor, sustento, esperança

Derrame-se todos os dias
Que a alma se faça criança
Ao se encantar com a vida
Que sigamos todos juntos

Nos dando força e acolhida
Nos escritos e leituras
Doemos sempre o melhor
Com a força dos sentimentos

A encaminhar a razão
Para que se realize

A justa aspiração:
Um mundo melhor pra todos
É o desejo dos poetas
Que sigamos escrevendo
Poetizando nossas metas
Nesse ano que termina
Com seus bons e maus momentos
O que importa é o dom do amor
A recordar alianças
Reacendendo a chama
De um mundo mais colorido
Onde todos se respeitem

Nas letras, contos e cantos
E o amor seja infinito

No ano que vem entrando!
FELIZ ANO NOVO!!!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Grande Final


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Hoje, terás em mim
Tudo aquilo que procuro
De mais singelo em ti
De mais humano e absorvente
Hoje, serei a tua carne
Teu amor
Teu sublime desejo
No teu mais ardente anseio
Serei,
Com o meu mais doce louvor
Hoje, te envolverei os nervos
Com o torpor do meu amor
Farei florir o meu sentir
Em cada poro da tua pele
Quando eu te beijar o corpo
De olhos fechados
Como se fosses um sonho...
E entrelaçarei os braços
No teu mais profundo eu
Captarei os teus segredos
Serei a tua fantasia
Abrirei todas as portas
Te ensinarei meus caminhos
E estarei
De carne e coração
À espera...
Hoje, inventarei contigo
Os mais loucos momentos de paixão
No meu corpo te trarei o sol
Com toda a tua sede de reavivar a luz
Te encantarei nos meus carinhos
Prolongarei a tua calma
Serei, mais que infinita
A tua alegria.

E ao madrugar na aurora do desenlace
De um longo abraço
Tão doce como o mel
Da tua boca cheia de luares
Tua mente aberta
Vazia de pensares
Serei enfim o teu grande final

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Céu Aberto
















Esse é o momento 
Da grande viagem
Dentro de si mesmo
O Universo habita em si
É missão sagrada
Desvelar a própria natureza
Louvar as mensagens
Que proveem do templo interior

Beber a verdade nessa fonte
É como um oásis no deserto
É como um parto a céu aberto
Nascer em espírito pra vida eterna!

Esse é o dever de ser capaz
Com permissão para ser feliz
Reaprender a devoção
À obra sagrada da Criação
Pela evolução!

Pela união da humanidade
Em prol do amor
A favor da paz
Por amor a Deus
Pelo despertar
A arte de viver
Num céu aberto!
(ouça em áudio no meu site!)



domingo, 26 de dezembro de 2010

Compaixão
















Amor sem alarde.
Ainda que o sugar impune
Lhe sangre o seio
E contraia as entranhas
Reza lágrimas ocultas
E persiste,
Até que a dor se cure...

Amor sem alarde.
Ainda que o retrato da miséria
Seja o auto-retrato
Que oferece do avesso
Em sacrifício ao altar 
Do mundo que o profana

Reza lágrimas ocultas
E persiste,
Porque a dor se cura...

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Eu matei o Messias!

Eu matei o Messias!
Oh, meu Deus, como pude?
Como pude esquecer a aliança de seu nascimento, com o frescor do início cheio de promessas, e ainda assim corrompê-lo, deixando de regar as flores desse amor em meu coração, até que murchassem?
Como pude vê-lo nascer, inocente em tenras carnes, como os próprios filhos que pari das entranhas, e não me rejubilar em êxtase com o milagre da vida?
Como pude assistir exalar de sua aura de luz tamanha bondade, a curar os doentes, seus corpos, suas almas, e não me deixar curar definitivamente no meu ceticismo e na minha falta de fé?
Como presenciar seus sermões cintilantes de amor, emocionando-me até as lágrimas com as pérolas que lhe saíam dos lábios, e ainda assim, não praticar nenhum de seus ensinamentos?
Sim, eu matei o Messias!
Matei-o com a ignorância dos ímpios e a amargura dos infelizes. Matei-o por não acreditar na importância da vida que recebi do Criador, no elo inquebrantável que me liga a tudo e a todos...matei-o porque fui incapaz de olhar nos olhos de cada um e ver Deus como ele via...pois que não via a divindade que vive em mim...
E agora? O que faço com o que passou? O que faço com o que virá? O que faço com os inomináveis erros que me prendem a culpa, ao fracasso, a depressão, a menos valia?
Não será essa postura a entrega de fato à morte, a negação, ao erro?
Reflito...
Penso que sim.
Penso que já estou cansada desse caminhar errante, em vã rebeldia pelas minhas próprias incompetências...meu desamor.
Quero agora, crer nesse infinito amor...quero agora, aceitar esse presente e deixá-lo renovar-se em meu coração que se abre aos pouquinhos, um pouco mais humilde, um pouco mais consciente
de algo tão maior do que eu...tão incompreensívelmente atávico e sagrado, inalcançavel ...mas só se não me desprendo de tantos laços e véus...
E ainda assim vislumbro...e só o que quero é ser poeta...ser um nada...leve brisa a entoar baixinho um som em sua glória...um singelo cantarolar a esse Messias que eu matei e que permite que eu me perdoe, simplesmente...
Permito-me agora, emocionar-me novamente com suas parábolas cheias de encanto...de olhos fechados... imaginar que eu possa beijar seus pés que sabem por onde andam...enquanto eu nada sei...e ouso dizer que tanto o amo...
E ouso sonhar e acreditar nos meus sonhos. Sonhar na vitória do amor porque a coroa ao Bem pertence. Ouso, num tremendo esforço de resgate da inocência perdida, acreditar que ela não esteja perdida definitivamente e que no mais profundo fundo de nós mesmos, somos todos crianças puras com direito ao Paraíso...
Acredito, mais do que isso, confio...mais ainda, SEI, que ele é a mais pura personificação do Amor Maior, da Luz Solar, da Salvação de toda a humanidade, esquecida que está da vida espiritual, que é a Verdadeira Vida...
Sei!
Do humano em nós que ele representa.
Que ele é.
Aqui e agora e nesse dia de Natal e sempre...
Que renasça o amor em nossos corações e que recebamos sem temor, as suas poderosas bençãos de renovação!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL!
















N ada há no mundo como o sentimento do Natal
A mor encarnado na Terra em sacrifício devocional
T odos somos pequeninos diante do amor paternal
A vidos por beber seu verbo, almejamos o alento
L iberdade, imploramos, dos grilhões do sofrimento


É
  notável a esperança no amor e renascimento

V alores sublimes ressurgem
do âmago de nosso ser
 I
ntimo anseio da alma, por claridade e saber
D erramam-se do lar divino, gotas de iniciação
A verdadeira missão brota em cada coração!


H ierarquias universais formam torcida no céu
 I
  rmanados receberemos a iniciação sem o véu 

N o nascimento do Cristo, eterno menino galante 
O sol maior do perdão brilhará no eterno instante


E terno e paciente amor, desde sempre nos espera


G aláxias milenares o proclamam

L eal governador do universo solar
Ó verdadeiro ser do amor, a sua luz faz jorrar
R osas misteriosas que desabrocham ao luar
 I  nfinitamente festejemos o Grande Mestre,

A mor, paz e renovação, até sempre!

sábado, 18 de dezembro de 2010

Ode ao amor















E ainda que o amor deixe a desejar
Quando não se faça intenso, louco
E absoluto,
E ainda que desencante,
ao ferir o coração, os sonhos
e as entranhas
E que transborde d'alma
Naufragando tudo o que existe além de si
Sobre a Terra...
Ainda assim,
Que não se preparem teses
que resolvam, controlem e esgotem
O fenômeno do amor.
Mas que seja sempre
Indefinível alento
Que chega de improviso
Surpreendendo a sapiência
dos homens e dos deuses
Como um rio que dança pelas veias
O seu alucinado movimento cósmico.
E que o amor seja ainda,
O maior argumento do poeta
Obstinado na expansão
da consciência,
E em estancar o sangue
Das angústias espirituais
Que seja o instrumento de revanche
contra a hipocrisia
e as misérias do mundo
Pela liberdade e auto-expressão.
Intransponível pela razão,
a matemática e a lógica
E inacessível pela compreensão,
a vontade e a lei.
Incontrolável como as rédeas
do karma,
que galopa na crina da aurora
E as lavas de um vulcão
Em ebulição.
Para que o amor nos ensine
Sempre,
A sermos mágicos, poetas
e felizes...
A cada nova investida,
A cada declinação da natureza
E da sexualidade
Entre o paraíso e o inferno
de ser...

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Paciência

















A ciência da paz
No silêncio se faz
Desvendar uma alma
Exige atenção e calma
Se sacar a espada
A guerra jamais acaba
Mas se a vontade é brigar
Apenas uma lágrima de sangue
Pode minar o amor
E contaminar o mar...

Bem querer


















O bem querer é um tesouro
É como uma emoção dourada
Que reluz qual ouro em nosso coração
O bem querer é uma vontade boa
Sensação de alma iluminada
A cantar o amor qual rouxinol
Esse bem querer nos ama tanto
E em nós derrama a bondade
Que desvela a nossa humanidade
Faz desabrochar o amor maior
Bálsamo que cura as feridas
Alivia as dores mais aflitas
Sopra a esperança,dança a gratidão
Quando nessa sintonia entramos
Não há maldade que nos faça dano
Pois vive o próprio sol em nosso coração!

sábado, 11 de dezembro de 2010

Sinuosa Esperança

 
Insinua-se uma esperança
Que vem vestida de cores
Oferecer seus pendores
Para a luz de um novo dia
Como um raio de sol
Ela adentra em seu recanto
Traz o hálito do vento
Um frescor de maresia
Plasmando a heresia
De sair do sofrimento
E reinventar o  teu dia
Impune e sem tormento

Ela pede, quase implora
Pela lei que não vigora
De ser feliz, simplesmente
E insiste, atrevida
Que você lhe dê guarida
Pra uma viagem de sonho
Quer te levar de carona
Pra uma nova dimensão
Nem que seja um só momento
Passear no firmamento
Do seu próprio coração...

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Se fosse possível...


 


















Se fosse possível dançar a poesia
Acima das nuvens ela pairaria
Quem ouve estrelas reconheceria
a melodia...

Se só no amor enxergam-se as asas,
as veria de ouro, ainda que fossem
no oculto tesouro, poeira de prata...

A simplicidade seria flagrada
Magnânima e alta
tal qual é a lua
que a tudo observa
sem dizer nada...

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Mistérios
















Beijo do orvalho no corpo dela
Abre-se em gozo,radiante e bela!
Róseos lábios, pétalas de névoa
Quem a colherá em seu leito de relva?

Que fascínio esconde em sua inocência
Que desperta aos poucos nossa consciência?
Haverá também em nossa natureza,
Um fazer-se humilde com tanta nobreza?

Será que nos sonhos talvez alcancemos
Essa sutileza que na vida vemos
E não nos atemos por apego à dor?

Quem sabe a morte irá nos recordar
Que a vida é ponte para celebrar
A sagrada e exímia perfeição do amor...

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Êxtase














 

Quisera mergulhar em total liberdade
Lograr escapar da animalidade
Sair do meu corpo e desse sexo quente
Voar pra outros céus mais amplos, silentes...

Quisera desbravar com coragem o amor
Buscar entendê-lo na dimensão que for
Lançar para o cosmos a paixão que queima
Untar minha alma na paz derradeira...


Quisera sentir o aroma dos tempos
No hálito dos anjos depositar o beijo
No corpo de Deus me aninhar docemente
Com a devoção incauta dos inocentes...

Quisera demais, mais que impunemente
Tocar o infinito com unhas e dentes
Lamber nuvens alvas, carícias de algodão
E só depois do gozo voltar para o chão...

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Meu maior querer

 
Meu maior querer é o teu sorriso
Ver teus olhos contentes com a vida
Te soprar na alma a confiança plena
Saber que conservas a mente serena


Meu maior querer é habitar teu mundo
Alegrar teus dias com a minha presença
Te fazer lembrar que o amor é inocência
E que a gente é bem maior do que se pensa 


Meu maior querer é  a tua felicidade
Em verdade é o que mais necessito

Te envolver num abraço infinito
Dar de presente esse amor bonito

Se


 
Se me sinto um fruto doce
Ofereço meu sabor
Se ao contrário, me amargo
Envelheço até que morra
E renasça esse frescor

Se me sinto exuberante,

posso me sentir assim
Se sou pequena ou gigante
O mundo cabe em mim

O que me vem, não constrange

Abre-se em páginas férteis
E se acaso advém a febre
No fogo me inicio

No risco arrisco um traço

No caminho estreito eu passo
Se aprendo do universo
Distribuo o que recebo

E se comigo me alegro

e me animo a crescer
Sai de mim o melhor canto
e a gratidão por viver!

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Somente um Peregrino (ouça o áudio!)



Sou somente um Peregrino
Nos caminhos do Amor
Vou seguindo seus encantos
Encontrando seu valor
Por uma vida inteira a percorrer
De volta para casa
Na trilha do sol
Sigo o meu viver!

Quero aproveitar o tempo
Prosseguir, compartilhar
Um passo após o outro
E o caminho se faz
Pois tudo o que recebo
É iluminação
Na alegria e na dor
Tudo o que recebo
É iluminação!

Hoje só quero amar
Aprendo a escolher
Os grilhões do egoismo
Só me fizeram sofrer
Quero ouvir os ideais
Do meu próprio coração
Conversar com as estrelas
Sentir gratidão
E sentir gratidão!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Somos todos miseráveis




















Somos todos miseráveis
Carentes e insondáveis
Almas mendigando amor..
Na labuta pelo pão
No alimento para o corpo
Na paz para o coração
Somos todos tão sofridos
Delirando qual crianças
Mostrando a ferida exposta
O desvio da atenção
e do reconhecimento
Como se houvesse no mundo
aquele domingo perfeito...
Somos um? Somos sozinhos
Somos a urgência do abraço
dos olhos em olhos presentes
toques no ombro, aperto de mão
pulso igual do coração
braços que se entrelaçam
força que vem de outros traços
gente pra se confiar
um ideal pra sonhar
valores pelos quais lutar
um só amor para amar
um cão pra nos ser fiel
e a cumplicidade do céu...

Em verdade, escolhemos
Se seremos milionários
ou herdeiros da ignorância
Não queremos? Não sabemos?
Somos afortunados
de tempo e benevolência
no infinito caminhar
o Universo por morada
e a alma pequena, apertada
a duras penas se esforça
aprendendo passo a passo
a se abrir, se dar, se amar...



quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O que a mulher quer


















Ferir com a língua é manipulação

Sua alma é dotada de intensa emoção

Talvez queira conduzi-la nos caminhos da terra

Mas deixe-a guia-lo nos caminhos do céu

Ser sacerdotisa é o seu papel!

Quem ama

Quem ama o amor, ama uma idéia.

Quem ama alguém, ama a si mesmo.

Quem ama a si mesmo, ama a Deus.

Quem ama a Deus, confia.

Quem confia cresce.

Quem cresce, transcende.

Quem transcende encarna na própria vida

E dá conta.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

É muito mais


















É o sumo da amizade
O sorriso apesar da dor
A lágrima mais sincera
E o abraço mais necessário
Que germinarão,da forma mais humana
Nas sementes do amor

É a flor nascida do asfalto
A estrela que brilha toda noite
E o sol que perdoa todo dia
Que germinará,na divina forma
A humana compaixão

É uma nova qualidade humana
Que inclui o imensurável
Mas que mora no mundano
Que germinará,da forma mais sutil
No auto conhecimento

Desde que o Sol encarnou na Terra
E seus pés tocaram esse solo
E seus olhos se derramaram sobre nós
E seu sangue fertilizou todo o planeta
que um poeta impossível espera
para florescer num jardim...

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Meditação

Espero a minha alma
Sussurrar pra minha vida
A direção
Espero na leveza do meu centro
Onde não existe o tempo
Só a imensidão
E acalmam-se os meus mares
Meus temores e pensares
Um sopro na intuição
São espaços vazios
Entre um pensamento e outro
É da vida a respiração
Expansão e contração
O problema e a solução
Lentamente vão se dando as mãos
E no universo do meu peito
nasce a plenitude e o SIM
À evolução...

domingo, 24 de outubro de 2010

Em mim

Em mim há um espaço delicado
Tão sensível e sagrado
Que eu já sei como alcançar
Ao desatar as amarras do meu corpo
Desanuviar a mente
E no silêncio penetrar

Em mim há uma luz que é tão brilhante
De uma paz irradiante
Que transborda em amor
Não tem idade, não tem forma
é o infinito...
E um perfume de rosas inebria todo o ar

Em mim há um espaço abrangente
Que abarca o céu e a Terra
Os oceanos e além mar
Ao vislumbrar essa outra dimensão
Vejo a face do amor em toda a Criação!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Meu Amor (ouça também em áudio!)

Onde quer que palpite a vida
O meu amor ali está
Na singela florzinha do campo
Na força dos temporais
E a todo momento presente
Me dou por inteiro
Sinto a fonte da vida
Do amor verdadeiro

Meu amor se enternece com a dor
Se expande na alegria
Ele pulsa ao amanhecer
Na esperança de um novo dia
E renasce nas asas de uma borboleta
Voando na dança do ar
Vem tecendo a beleza em todo lugar

Onde quer que palpite a vida
Ali ele entra
Não se omite, não se intimida
Se expressa e aumenta
Meu amor se derrama na Terra
Como a luz do dia
E toca cada coração
Com o dom da poesia

Meu amor é tão grande
Por isso não cabe mais no meu peito
Traz as cores do arco-íris
E todos são os seus eleitos
Ele é do tamanho de um sonho
Que só faz mais e mais se alargar
Ultrapassa fronteiras cantando a paz

Meu amor é tão lindo assim
Se eu tenho a coragem
De ser um com essa fonte de luz
Que me nutre e me abre
Onde quer que palpite a vida
Meu amor ali está
Se eu vivo por ele
Ele em mim viverá!

Tristeza

E paira sobre a alma
A noite escura
E um manto de sombras
Cobre os olhos,o peito
o sexo e os sonhos...

E nem a alma grita
E nem o corpo chora
Nenhuma luz sobrevem
Ao sabor amargo de não ser
O que se era:

- Não ser uma pessoa boa -

O que é ser uma pessoa boa?
O que é ser uma pessoa, tão somente?

Auto-suficiente
Sorridente
Residente na alegria
De si mesma..

A máscara caiu
Em lágrimas tardias
De quem não se via
Solidão e covardia

Inflada em fantasia
Falsa abundância
E agora a casa
Está vazia..

Como preenchê-la?

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Transpor o espelho

Tocar na intimidade
De uma neurose
Nas camadas profundas da pele
Do medo
E torná-lo claro
Como a verdade
Que se ama

Alisar a delicadeza
Da mais exposta
Fragilidade nua
E penetrar com cuidado
No frio que se arde
Pra dentro do espelho

Do sentido que se oculta
Naquele que deseja
Mais que tudo
Transpor o espelho

E talvez encontrar
Além da imagem
O inefável abraço
Da própria essência...

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Por tanto te amar

Por tanto te amar, por tanto te ter
Eu me misturei com você
Por tanto te olhar, tentando te ver
Eu me espelhei em você

O amor me ensina a te descobrir
Pra melhor me compreender
O amor te ensina a me compreender
Pra descobrir quem é você
Por tanto te amar, por te querer bem
Eu te libertei pra viver
Dores pessoais, existenciais
E as vezes pergunto, por quê?

O amor me ensina a te oferecer
Meu ombro amigo, meu corpo nú
O amor te ensina a se entregar
Na chance de me encontrar

E me surpreendo feliz a cantar
Quisera dançar com você
Só pra celebrar esse nosso amor
Que nos impulsiona o viver! 

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Trechos do livro: Sementes de Prazer

Pode a poesia transformar uma realidade consumada?
Pode apropriar-se do abandono, do viço, do traço,do rastro de uma alma, em seu desatinado movimento cósmico?

Quando a poesia ruminar na saliva dos amargos
O gosto do beijo dos amantes
O insosso da dor dos infelizes...

Haverá um poeta absolvido blasfemando a sua fé

Quando a poesia levar a ouvidos surdos
O eco de um grito de injustiça
O silêncio na voz das minorias...

Haverá um poeta redimido com a fúria da matéria

Quando a poesia cantar o perfume das flores
À quem não aprendeu a respirar
Quando enluarar as cabeças das gentes
Que desaprenderam de sonhar
E encher de mel os olhos
De quem tira o doce da vida...

Haverá um poeta suprimido em sua carência humana

Quando a poesia trouxer a outras lágrimas
A sua mais pura expressão visionária
Quando viver em ti toda a esperança
Que o auge da emoção a fez criar...

Haverá um poeta impossível florescendo num jardim...

Quando a poesia tocar todas as almas, numa única,
Poética fusão de sacralizar a missão da vida...

Haverá um poeta iluminado, sensivelmente lúcido
Em sua plácida loucura...

Pureza (do livro: Sementes de prazer)

Quisera amar as pessoas
Com as mãos cheias
De sêmen
A boca cheia de estrelas
E o corpo despido
De estereótipos

Quisera reunir multidões
Para uma troca de seiva
suco
suor
e saliva

Na mais arrebatada
Orgia cósmica
Oferecer o riso da aventura
À desventurada solidão humana
À desatinada corrupção de mentes(e valores)
E a resistente alienação das gentes
Reticentes...

O Outro Eu

Entrar no medo
E ao invés de enfrentá-lo
Com armadura e terror
Render-se a ele
Lenta e devotamente
Como a entregar-se à parte esquecida
De si mesma
Aceitá-lo devagarinho
Quase que devotamente
Deixando-se envolver num abraço
Reverente e amigo

Meu medo
Meu outro eu
Eu te vejo
E dou um lugar pra ti
No meu coração
Por ora, espere um pouco
Solte minha mão,
Preciso desbravar um rio
Entrar numa canoa
Pôr os pés na terra
Encher meu espírito com a força estranha
Da Natureza
Que insiste em me convidar a viver,
Amar, crescer...
E ainda que dolorosamente
EU VOU!
Com o meu sorriso
E a minha humanidade
Esplêndida
À luz do Sol

Criança Interior

Hoje nasceu a minha criança
Recém resgatada do útero
Da vida
Como uma flor beijada pela lua
Que se abre para a luz do sol
Radiosa criança interior!

Hoje nasceu com ela o entendimento
E todo um mar de deslumbramento
De estrelas que cintilam num céu interior
Meu plexo, meu sexo, meu som
Puro amor!

Oh, minha criança
Inocência plena
Aceitação suprema
De tudo o que há
Me entrego em seus braços
Pra me acalantares
Em ti eu confio
Pra recomeçar!

Sol da Vida (ouça também em áudio!)



Tu que és o sol da vida
Que a tudo ilumina
Tira a venda dos meus olhos
Pra que eu possa enxergar
Ver que em cada detalhe
A obra é sagrada
Me inspira a ver no tempo
O poema da criação

Tu que és a luz do mundo
Bondade perene
Sustenta a devoção
Que trago em minha alma
Que a minha vontade
Sempre lhe seja fiel
E no fogo do meu ser
Eu possa nesse amor crescer

Tu que és o meu amigo
De todas as horas
Que me chama pelo nome
Lê meu coração
Incorpora-me em teus planos
Purifica o meu querer
Humaniza a minha alma
No eterno viver!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Quero ser maior (ouça também em áudio!)



Eu quero ser maior
Bem maior do que o tamanho meu
Quero alcançar com as minhas mãos
Os sonhos meus
E realizar essa ventura
De seguir a estrela pura
Que me trouxe a essa vida
Pra vencer!

Eu quero ser melhor
Bem melhor do que eu hoje sou
Quero galgar tantos degraus
De compreensão
Subir ao pico da montanha
Ver do cume o lume do luar
Só pra mirar
Tanto mar que há pra navegar

E ainda que eu não seja um anjo
Nem um redentor
Todo o meu ser anseia
Por aprender o amor
Esse amor iluminado
Generoso e abençoado
Que me eleva e me faz sentir maior!

Eu quero ser feliz
Bem, bem feliz
Como se deve ser
Confiar que nunca terei nada a temer
Pois essa luz que me ilumina
Vem de dentro, vem de cima
E inspira o tempo todo o meu viver!

Eu quero ser eu mesma
O que na verdade sou
Chama infinita que se arde
E cresce no amor
E tudo o que essa luz alcança
Tem a presença do agora
No ideal de vir a ser
Tudo o que sou!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Parcerias (ouça também em áudio!)



Há pessoas que me inspiram um novo olhar
Ao surgir em minha vida, sinto o coração brilhar
Uma luz que me acende, uma presença assim
Que sabe extrair o que há de melhor em mim

Há pessoas que me inspiram uma emoção
Uma fonte de idéias não se lança pelo chão
Nós temos um diamante nesse chão a lapidar
E a certeza do amor para compartilhar

E nasce o desejo de uma parceria
Um mar de afinidades pra se navegar
Um circo malabares, uma ponte para o céu
Onde qualquer pessoa possa atravessar pelo arco-íris

Somos os equilibristas dessa arte de sonhar!

Nessa ciranda, de mãos dadas com a esperança
Receber da vida toda a abundância
Sem deixar de ser criança

terça-feira, 5 de outubro de 2010

A mãe do mundo

A compaixão é um amor sem alarde
Sem saber-se o sujeito que ama
Nem pretender obter
O objeto de seu amor

Na maternagem da vida
Alegra-se em ser alimento
Do ímpio e do inocente
E ainda que o sugar impune
Lhe contraia as entranhas
E lhe sangre o seio
Persiste...
Até que a dor se cure


 Há dias em que amo assim
 Como se fosse a mãe do mundo.
 E todos, todos são os filhos meus:
 O homem que me xinga no trânsito
 A moça que me destrata no balcão
 A multidão que não me vê...
 Um por um eu amo
 E acolho em meu peito
 E me regozijo com a sua existência
 Qual mãe orgulhosa de seu rebento

Nesses dias, observo o insulto de quem passa,
Mas eu não passo.
E sim, recebo em meus olhos, meu útero, meu plexo
Esse ser que se engana
Esse outro eu...
E choramos juntos toda a carência humana,
Toda a miséria e sofrimento de ser

 E teço um longo tecido de esperança
 A cobrir delicadamente o desamor
Como a ser uma pele
 Sobre um coração sem pele...
Com o atávico desejo de ser amado...

 Faço isso com um abraço imaginário
Que de tão etérico
Se faz real

E aí, não sei porque
Um estranho olha pra mim de repente
Vê que sou sua mãe,sua filha, sua família,seu mundo,seu tudo
 E se constrange...
 Coça a cabeça, olha o vazio
 Esquece por um momento a raiva, o lodo, o ódio
 E para de lutar
 Por um breve instante, relaxa...
 Como uma criança que acabou de mamar
 E agora dorme satisfeita

domingo, 3 de outubro de 2010

Dualismo (ouça também em áudio!)



Uma parte de mim se inspira, a outra respira
Uma  parte de mim se renova, a outra é antiga
Uma parte de mim desabrocha, a outra amadurece
Uma parte é prosa, a outra é poesia

Uma parte de mim é sagrada, a outra é profana
Uma parte de mim é divina, a outra é humana
Uma parte de mim se apaixona, a outra duvida
Uma parte se enfrenta, a outra se espanta

Ilumina, ilumina minha vida!
Há uma parte de mim que se esquece
E sustenta a minha porção criança
Que é aquela que canta e se encanta
Com os verdes tons do mar
Quando vê o fogo a crepitar
E um pássaro a cruzar o ar
Ela só quer girar e girar e girar

Uma parte de mim é o inferno
Uma parte é o paraíso
Uma parte de mim só deseja ser amada
Mas minha melhor parte é a que ama
Mais nada