Carentes e insondáveis
Almas mendigando amor..
Na labuta pelo pão
No alimento para o corpo
Na paz para o coração
Somos todos tão sofridos
Delirando qual crianças
Mostrando a ferida exposta
O desvio da atenção
e do reconhecimento
Como se houvesse no mundo
aquele domingo perfeito...
Somos um? Somos sozinhos
Somos a urgência do abraço
dos olhos em olhos presentes
toques no ombro, aperto de mão
pulso igual do coração
braços que se entrelaçam
força que vem de outros traços
gente pra se confiar
um ideal pra sonhar
valores pelos quais lutar
um só amor para amar
um cão pra nos ser fiel
e a cumplicidade do céu...
Em verdade, escolhemos
Se seremos milionários
ou herdeiros da ignorância
Não queremos? Não sabemos?
Somos afortunados
de tempo e benevolência
no infinito caminhar
o Universo por morada
e a alma pequena, apertada
a duras penas se esforça
aprendendo passo a passo
a se abrir, se dar, se amar...

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