Pode a poesia transformar uma realidade consumada?
Pode apropriar-se do abandono, do viço, do traço,do rastro de uma alma, em seu desatinado movimento cósmico?
Quando a poesia ruminar na saliva dos amargos
O gosto do beijo dos amantes
O insosso da dor dos infelizes...
Haverá um poeta absolvido blasfemando a sua fé
Quando a poesia levar a ouvidos surdos
O eco de um grito de injustiça
O silêncio na voz das minorias...
Haverá um poeta redimido com a fúria da matéria
Quando a poesia cantar o perfume das flores
À quem não aprendeu a respirar
Quando enluarar as cabeças das gentes
Que desaprenderam de sonhar
E encher de mel os olhos
De quem tira o doce da vida...
Haverá um poeta suprimido em sua carência humana
Quando a poesia trouxer a outras lágrimas
A sua mais pura expressão visionária
Quando viver em ti toda a esperança
Que o auge da emoção a fez criar...
Haverá um poeta impossível florescendo num jardim...
Quando a poesia tocar todas as almas, numa única,
Poética fusão de sacralizar a missão da vida...
Haverá um poeta iluminado, sensivelmente lúcido
Em sua plácida loucura...
Show!
ResponderExcluirAdorei a mensagem...
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Beijos
Bom findisemana!!!