Entrar no medo
E ao invés de enfrentá-lo
Com armadura e terror
Render-se a ele
Lenta e devotamente
Como a entregar-se à parte esquecida
De si mesma
Aceitá-lo devagarinho
Quase que devotamente
Deixando-se envolver num abraço
Reverente e amigo
Meu medo
Meu outro eu
Eu te vejo
E dou um lugar pra ti
No meu coração
Por ora, espere um pouco
Solte minha mão,
Preciso desbravar um rio
Entrar numa canoa
Pôr os pés na terra
Encher meu espírito com a força estranha
Da Natureza
Que insiste em me convidar a viver,
Amar, crescer...
E ainda que dolorosamente
EU VOU!
Com o meu sorriso
E a minha humanidade
Esplêndida
À luz do Sol
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