segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Árvore da Vida


















Ela toma a sua herança, grávida de um povo
Que em si se agita e impõe a sua longa história
Mas as ilusões de outrora, ora não palpitam
Pois que a hereditariedade hoje não vigora
E eis que o sangue que lhe sangra se iguala a todos
E não há nenhuma dor que ainda não chore nela
Dos lamentos desse povo que hoje a perderam
E que pela eternidade se perderam dela
E não há nenhum tormento que ela não exale
Porque a dor dessa saudade era uma imagem bela...

E ao desvelar-se os véus, a noite se revela
E porque estivesse nua, veste-se com ela
Virgem negra a preenche, sob a lua inteira
E lhe oferece o fruto da maça primeira
Que ela nega, dessa vez, em que se sabe livre
Pra tornar-se a oferenda de seu sumo doce

Cada orgão brilharia se transparentes fossem
Os etéricos mistérios do ontem e do hoje
Só sei que cada planeta faz morada em meu altar
E a força do feminino me reinventa e espera
Até que a idéia sanante almejada e bela
Se faça pra o bem de todos e o sol vele por ela!


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