domingo, 27 de fevereiro de 2011

PUREZA
 
No silêncio de um olhar

Ouviu memórias distantes
Colheu estrelas cadentes
Dos sonhos mais relutantes
E porque ao olhar, o via
Viu assim que o constrangia
No tremular dos lábios
A alma toda pedia
O corpo inteiro sabia
Que um gesto revelaria
Selou sua boca de encanto
Surpreendendo toda dor
Dos olhos semicerrados
Brotavam lágrimas em flor
Pediu que nada falasse
Trazendo a descoberto
Um seio que não se conteve
E o céu da boca aberto
Vislumbrou a esperança
Que renasceu nesse instante
Era um ser que aprendia
Que de si nada sabia
Apenas redescobria
Que o amor de novo ardia..
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