sexta-feira, 15 de julho de 2011

Sublime Sofrer 

O calor de uma lágrima
Clandestina de saudade
Debulha no peito em flor
O desabrochar do amor
Floresce no imenso vazio
Da impossível ausência
No etérico perfume
De sentir o que não vê
Pra reviver o amor 

Na dimensão que for
Navega com a eternidade
Lambe a própria ferida
E entre os seios o imo
Rio que corre pro mar
Faz as pazes com a vida
Na sublime reverência
De manter o desapego
Oh liberdade infinda
Mistura-se na saudade
Honra a dor redimida:
O amor que ora abarca
É sua esperança na vida!

Um comentário:

  1. Maravilhosa e sublime saudade...
    Bálsamo de poesia para corações sensíveis
    Obrigada poeta amada!

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