sexta-feira, 29 de abril de 2011

ser o que se é

busco caminhos
por dentro do peito

sorvo do doce amargor
na paz perfeita
do imperfeito...


abro-me ao que se mostra
desígnios de cada momento
sou um pequeno cisco
flutuando livre e entregue
a dimensões incomensuráveis
no corpo do eterno tempo...
a Ele me entrego e pertenço.

Pequenina centelha
chama imorredoura
frágil fio de sol
leve flama sem forma
ideia do Criador
inspiro o hálito divino
longa e profundamente
inalo vida plena
força e poder, luz e vigor!


cresço tanto, mais e muito
e não olvido um instante
vendo o gigante que sou,
que qualquer forma que tome
em qualquer papel que for
sou um não eu
pequenino sopro...

Sustentado pelo Amor!

Um comentário:

  1. "...que qualquer forma que tome, em qualquer papel que for...sou um não eu, pequenino sopro sustentado pelo amor" Querida amiga, é quando somos humildes que nos fazemos grandes e quanto mais se alarga a consciência mais sabemos que nada sabemos e o quão sagrados somos.
    Muito obrigada por seus poéticos e reflexivos versos! Tudo de bom e até semana...beijo, Rui

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