terça-feira, 3 de maio de 2011

Sinfonia de Eros

No compasso de uma espera
Eu respiro teu desejo
E componho um poema
Nos caminhos desse beijo

Entrelaço meus gemidos
Ao fluxo e refluxo dos seus
E não sei se mais recebo
Ou mais dou o que é seu

Prazer que aumenta o influxo
Do sangue que vibra desperto
Clamor que transcende o pulso
E se eleva a céu aberto

Tantas estrelas cintilam
No torpor de nossos nervos
É fonte da vida que arde
No amor que se faz arte

O melhor que há em nós
É a melodia do encanto
Tons de encaixe perfeito
Sibilar profano e santo

Almas que se reconhecem
E reverberam no espaço
Voando além dos instintos
Na comunhão de seus passos



Nenhum comentário:

Postar um comentário