Há dias em que a poesia
Se veste de sonho e quimera
Desabrocha as primaveras
de eterno amanhecer
Faz brotar a esperança
Florescer inusitado
Que acomete iluminados
Como eu, como você...
Há dias em que a poesia
Se veste de sol e paixão
Refulge em raios dourados
Enluarando desejos
Transbordantes de verão!
Mas quando ela distraída
veste de vento a vida
dilacerante frescor
chuvas choram seus desejos
águas arrancam os beijos
da saudade que inventou
Há dias em que ela se despe
e persuasivo silêncio
vibra em quem escutou:
nesses dias se revela
nua de vestes convida
que um coração lhe dê vida
imaculado papel...
No interior de um poeta
busca todo o firmamento
luz de estrelas refletidas
sombras assaz escondidas
Dentro de mim, de você...
E convida sedutora
que uma alma sensível
faça arte em seu viver
Quem será co-Criador
da musa que se eterniza
na voz do poeta que vibra
ao declarar seu amor?
Lindo Lídia!!! Essa poesia merece ganhar um prêmio, amada! beijos no seu coração
ResponderExcluirseu sempre amigo, Rui G.